Tuesday, December 06, 2005

Entrevista c/ Resposta Simples


De volta ás entrevistas promocionais, a Manifesto Sounds esteve á conversa com os RESPOSTA SIMPLES, que para quem não sabe são uma banda punk/hardcore originária dos Açores, já com três anos de existencia e já com provas dadas no circuito underground nacional.
Aqui fica a entrevista:


Quem são os Resposta Simples e como se formou a banda?
Os Resposta Simples são actualmente formados por Paulo Lemos na Voz e Guitarra, João Pedro no Baixo e Coros e João Tiago na Bateria e Coros. Somos todos Açorianos, provenientes da Ilha Terceira. A banda formou-se em inícios de 2003 devido a uma grande força e vontade de criar música e principalmente por fazer algo que vivíamos e que nunca tinha sido criado até então no arquipélago, o punk hardcore. Apesar de sermos todos açorianos, estamos os três a viver de momento no continente português, embora estejamos ainda separados: o Paulo vive em Lisboa, o Tiago em Vila Real e o João Pedro na Covilhã. Contudo, isso não nos impediu nem nos impedirá de continuar com uma enorme vontade o nosso projecto!

Qual o objectivo primordial na criação e surgimento da banda?
Penso que o objectivo primordial foi unânime como a todas as bandas do género, ou seja, passar uma mensagem e expressar-nos assim de uma forma artística. Ter uma banda significa muito mais do que música, e os Resposta Simples não são excepção nenhuma, e, embora correndo o risco de parecer cliché, a banda para nós transmite-nos uma forma de viver e isso revela-se nas pessoas que conhecemos, nos amigos que mantemos, no som que divulgamos e na reacção das pessoas perante a nossa sonoridade e tudo mais que envolve a banda.

Quais têm sido as reacções ao vosso trabalho desde o inicio da banda até a actual data?
Tal como já tinha dito, surgimos nos Açores e como banda pioneira do punk hardcore a reacção das pessoas não era sempre a esperada. A Ilha Terceira tem uma vertente muito mais inclinada para o Metal e assim a nossa sonoridade era sempre encarada com um “olhar de lado”. Contudo, com o decorrer dos concertos e com o manter do projecto as pessoas começam-nos a encarar de uma forma mais séria. Desde que estamos os três a viver no continente português temos tido também outras oportunidades, já tocámos várias vezes aqui e felizmente temos tido uma boa reacção ao nosso trabalho.

Como tem corrido a divulgação e promoção da banda perante o publico e a nivel de concertos?
Tem corrido de uma forma bastante positiva e estamos satisfeitos. O nosso novo EP “Revolução Pessoal” tem sido alvo de críticas positivas e está de momento a ser distribuído por variadas distribuidoras a nível nacional. Quanto à reacção do público, tal como acontece com todas as bandas, é-nos sempre difícil dizer com certeza a sua opinião, mas pensamos que temos transmitido uma boa energia e genuína vontade de tocar e o público sente isso. Várias pessoas do público, distribuidoras e bandas vêm falar connosco com uma mensagem de apoio e de agrado, e isso é sempre algo damos muito valor e que nos dá também forças para continuar sempre em frente.

Com uma cada vez maior saturação na cena musical nacional alternativa face a um enorme surgimento de novas bandas, até que ponto os Resposta Simples se podem destacar?
Variadíssimas pessoas dão certo valor aos Resposta Simples pelo facto de termos quebrado umas das barreiras musicais mais proeminentes ao povo açoriano, ou seja, a insularidade. Se as bandas continentais portuguesas se queixam de não terem oportunidades ou concertos, nos Açores essas mesmas oportunidades são muito mais escassas e o público que as aprecie é praticamente nulo. Lutámos muito para começar com o projecto na Ilha e muito mais combatemos para continuá-lo aqui, no continente português. Sendo assim, quem somos nós? Um trio açoriano com uma enorme vontade de tocar, de passar uma mensagem e de quebrar barreiras que nos são impostas. E sem querer nunca desvalorizar outras bandas, se pões assim a questão de como nos podemos destacar, apenas te podemos dizer pelo nosso feeling, sonoridade e atitude.

Como vêem actualmente os apoios dados às bandas nacionais do circuito underground, a nível de divulgação, promoção (etc) ?
Tal como já mencionamos na questão anterior, desde que estamos a viver no continente português damos muito mais valor ao circuito underground e às oportunidades que existem. E não é velha a questão do “não tinham nada e agora contentam-se aqui com o pouco que existe”, mas é sim o lado inverso da moeda que lá está e que se calhar muitas as pessoas não se apercebem. Desta forma, notamos que por várias vezes as oportunidades lá estão, mas não são aproveitadas. Estares numa banda não é só o trabalho que expões quando vais ao vivo tocar, existe um trabalho de promoção e de esforço de “background” que não é (e nem pode) ser notado pelo público quando vais actuar. E é precisamente esse trabalho que muitas vezes não é feito pelas pessoas. Contudo, é claro que são necessários muitos mais apoios e divulgação para as bandas portuguesas, que muitas vezes em comparação com os projectos estrangeiros, acabamos por ser desvalorizados. Mas é também preciso não esquecer que existe ainda actualmente um grande trabalho pelas pessoas em geral para manter a cena viva, seja o trabalho de editoras, distros ou particulares. Sendo assim, acreditamos e vemos também as mentalidades a mudarem e as pessoas a darem cada vez mais valor aos projectos portugueses e isso é algo que nos agrada muito e encaramos e esperamos assim um futuro melhor na nossa cena musical.

Até que ponto na vossa opinião acham que os Resposta Simples podem ser incluídos num determinado movimento musical ou cena musical?
Os Resposta Simples não se esforçam por se enquadrar ou rotular-se num determinado som ou movimento, seja ele musical ou político. Enquadramo-nos e sentimos a cena portuguesa (ou movimento, como preferirem), pelas as nossos ideias e sonoridade identificarem-se com esta. Nada forçámos e de forma alguma enquadrámos propositadamente a nossa mentalidade para tal acontecer, isto é algo natural e sentido, que foi genuinamente acontecendo.

Está nos planos da banda algum lançamento discográfico para breve?
Sim, estamos de momento em conversações para o lançamento do nosso primeiro álbum. Temos já em mente dois estúdios para tal efeito, mas ainda não nos decidimos. Contudo, está já estabelecido que deveremos começar a gravar alguns temas antes do final do ano. O álbum sairá pela Impulso Produções e temos algumas surpresas agradáveis tanto para o cd como para os concertos de lançamento deste, que iremos divulgar num futuro próximo.

Para terminar querem deixar alguma mensagem?
Queremos desde já agradecer a todas as pessoas que nos têm apoiado ao longo destes anos e que nos têm dado forças para prosseguir. Correndo novamente o risco de parecer cliché, queremos apoiar e incentivar as pessoas dentro da cena a não se desmotivarem e entreajudarem-se sempre que possível. Muitas dos nossos objectivos não teriam sido cumpridos se não fosse pela boa vontade de algumas pessoas, e aqui incluo pessoas de grande carácter, bandas, distros, portais musicais e afins. Um grande obrigado a todos e continuem sempre! A cena é composta por nós e pertence-nos a todos!

Site: http://www.respostasimples.net
http://www.myspace.com/respostasimples

email: respostasimples@hotmail.com




Friday, November 04, 2005

Manifesto Sounds

A anteriormente conhecida por Distro-Manifesto mudou de stuff e direcção, face a estas alterações a Distro decidiu tomar um novo rumo na sua até aqui curta existencia, assim sendo e apartir de hoje, nasce um novo projecto que visa continuar o trabalho até aqui levado acabado pla anterior Distro-Manifesto, este novo projecto dá plo nome de Manifesto Sounds e tem como objectivo e função editar e promover bandas nacionais, organizar eventos nomeadamente concertos e festivais nacionais alternativos assim como divulgar e distribuir o trabalho de várias bandas nacionais em território europeu nomeadamente, Portugal, Espanha, França, Itália e Alemanha, havendo ainda mais países em mente para futuros planos na area da distribuição e promoção de bandas nacionais e seus respectivos trabalhos e concertos.Actualmente o trabalho da nova direcção da Manifesto Sounds visa incluir cada vez mais bandas no nosso catalogo e permitir que as mesmas disfrutem das melhores condições de divulgação e promoção assim como de um numero mais elevado de apoios e mais possibilidades de efectuarem concertos não só no nosso país como também noutros locais da Europa.Para tal contamos que todas as bandas interessadas nos enviem os vossos dados para o nosso email: manifesto@portugalmail.com
Iremos selecionar bandas para o catálogo e as que tiverem maior qualidade e originalidade irão passar a fazer parte do mesmo catalogo.

Sunday, October 23, 2005

Manifest Euro-Tour 2 : Os Selecionados!!!

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Depois de dois meses a observar, avaliar e interrogar o trabalho de diversas bandas da corrente musical nacional mais alternativa, com o objectivo de encontrar potenciais candidatos a pariticpar num grupo de concertos a realizar durante entre 14 de Novembro até 2 de Dezembro (aka "Manifest Euro Tour2") passando por Alemanha, Holanda e Reino Unido.Foram finalmente selecionadas duas bandas para esse evento, sendo elas os Last Day Awake: www.myspace.com/lastdayawake e os Hordes Of The Dying Moon: www.myspace.com/hordesofthedyingmoon (Nota: ver informção sobre ambas as bandas selecionadas no final do texto.)
Assim sendo ambas as bandas irão partilhar vários palcos europeus com diversas bandas da onda underground europeia, nos países acima referidos, sendo posteriormente confirmado junto das bandas os recintos e o alinhamento do cartaz que as mesmas irão fazer parte.
Aqui fica as datas e algumas das zonas, onde as bandas selecionadas irão tocar:

15 Novembro: Berlim (Alemanha)
17 Novembro: Paderborn (Alemanha)
18 Novembro: Frankfurt (Alemanha)
20 Novembro: Amesterdão (Holanda)
23 Novembro: Naarden (Holanda)
25 Novembro: Haarlem (Holanda)
28 Novembro: Chessington (Reino Unido)
29 Novembro: Surrey (Reino Unido)
30 Novembro: Londres (Reino Unido)
1 Dezembro: Londres (Reino Unido)
2 Dezembro: Leeds (Reino Unido)

Aqui fica a biografia e apreciação geral feita por nós, a cada uma das bandas selecionadas:

LAST DAY AWAKE
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Os Last Day Awake são uma banda oriunda de Lisboa mas que conta com membros de várias nacionalidades na sua formação, entre eles uma vocalista do Reino Unido e um baterista da Suécia.A banda foi formada durante o ano de 2004, através de um projecto conjunto de membros de algumas bandas já extintas entre elas (Sunset Wound, Wasted e Secretfall) Os Last Day Awake estão actualmente a realizar vários concertos em solo nacional desde Setembro, possibilitando assim uma maior abordagem ao som por si praticado, estando também nos planos da banda um primeiro lançamento discográfico (álbum) para o próximo ano.
Os Last Day Awake na nossa opinião são uma das bandas mais originais e musicalmente competentes a surgir nestes dois últimos anos, portadores de uma componente musical técnica e densa, cheia de detalhe e sentimento.Algo que dificilmente passaria despercebido a todos aqueles que já tiveram a chance de ouvir o som da banda, que se completa com a imensa qualidade vocal, da vocalista da banda (Lara Anderson)
Sem dúvida uma das maiores revelações deste ano, e uma das melhores e mais completas bandas nacionais por nós alguma vez ouvida.

Site: www.myspace.com/lastdayawake / www.purevolume.com/lastdayawake
Email: lastdayawake@iol.pt




HORDES OF THE DYING MOON
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Os HOFTDM são uma banda vinda da area de Lisboa e arredores surgindo das cinzas de vários projectos musicais permutuamente terminados, juntando assim esforços comuns na concepção desta actual banda.A banda começou a dar os primeiros passos á cerca de 2anos, tento editado algumas demos promocionais onde era já visível a qualidade sonora da mesma, facto que podia ser facilmente comprovado nos concertos da mesma, onde a técnica e a competência musical nunca ssão esquecidos.
Actualmente os Hordes of The Dying Moon têm estado a efectuar algumas gravações de temas mais actuais já com o novo line-up da banda e que irão possivelmente fazer parte de um novo lançamento da banda, talvez em formato EP não havendo ainda confirmações mais concretas de tal.A banda tem também realizado várias séries de concertos neste ultimo ano, e um concerto seu e´sempre uma grande experiência de caos e força de vontade, face a algumas adversidades que a banda teve que enfrentar desde o seu começo.Outra grande aposta para este ano e próximos anos sem qualquer duvida.

Site: www.myspace.com/hordesofthedyingmoon
Email: hoftdmband@netcabo.pt









Thursday, September 22, 2005

Entrevista c/ The Hellspiders

Mais uma entrevista realizada para o blog "Manifesto-Musical" da Distro-Manifesto, desta feita a banda entrevistada são os "Rockers" The Hellspiders que vão mantendo acesa a chama do Rock mais clássico com uma postura honesta e descontraída.Descubram o seu mundo na entrevista seguinte:

Para começar contem-nos quem são os Hellspiders e como surgiu a banda?
Bem, todos nós não somos propriamente novatos nestas lides, e os Hellspiders surgiram da vontade de fazer algo que nos desse gozo e sem os problemas todos que aconteceram noutras bandas. Já tivemos a nossa dose de álcool, drogas e prisões, e somos pessoas mais calmas que só querem fazer boa música para quem a queira ouvir. Sem merdas, sem arrogâncias, sem polémicas.

Como definem a banda tanto a nivel musical como a nivel ideologico?
Hellspiders é Rock, no sentido mais lato da palavra tanto a nível musical como ideológico. Não pregamos evangelhos nem fazemos poses.Somos o que somos.

Actualmente face ao enorme crescimento da cena musical independente nacional, com o surgimento de novas bandas a cada dia, como vêm a posição dos Hellspiders e até onde acham que ela se pode vincar?
É difícil de dizer… A cena nacional é pequena e não temos ilusões de grandezas. Acima de tudo queremos divertir-nos e a quem gosta de nós. Se o trabalho duro, qualidade e honestidade valerem alguma coisa talvez nos possamos vincar. Não à nenhuma banda como nós em Portugal, nem pertencemos a nenhum “movimento”. Isso tanto pode querer dizer que vamos ser apoiados por muita gente, como podemos ser atacados por todo o lado. (risos)

Quais as caracteristicas que na opinião da banda a pode fazer erguer-se de entre todas as restantes?
Somos únicos. Somos honestos. E não temos paciência para mesquinhices nem polémicas.

Desde o inicio da banda até á data corrente como tem sido o vosso precurso?
Tem sido muito bom. A banda ainda não completou um ano e já lançámos uma Promo e temos dado bastantes concertos. Temos também sido muito apoiados pelos Blogs e Sites independentes. Temos passado em alguns programas de rádio. Temos sido muito apoiados por colegas de outras Bandas e temos distribuição em várias distros. E o público tem sido espectacular.

Notam algumas diferenças a nivel de apoios para com as bandas desde algums anos para cá ou de certa maneira acham que pouca coisa mudou?
As coisas mudaram, mas não necessariamente para melhor… À mais bandas e sítios para tocar, mas à mais indiferença do público e dos média.

Sendo que Portugal ainda é um país fechado a cultura musical e suas derivantes quais acham ser as maiores dificuldades (complicações) e por outro lado quais as maiores facilidades na criação e divulgação de uma banda?
As mentalidades. E em relação às facilidades não estou a ver nenhuma (risos).

Como tem sido a aceitação da banda tanto a nivel de concertos como a nivel pessoal para com o dito "publico" ?
Tem sido fantástica, cada vez mais pessoas nos concertos e mensagens de apoio. A nível de contactos pessoais são raros. Parece que metemos medo às pessoas! (risos)

Para finalizar; há alguma mensagem que queiram deixar?
Queríamos agradecer a todos os que nos têm apoiado e pedir a quem não nos conhece que vá ver um concerto nosso de mente aberta e com vontade de dançar!

Email: hellspiders@sapo.pt
Site: www.hellspiders.com


Saturday, September 17, 2005

Entrevista c/ Last Day Awake

A Manifesto Sounds esteve recentemente á conversa com nova e interessante banda Europeia, que começou a dar os seus passos em 2005, tendo desde cedo arrebatado excelentes criticas face á sua inovadora forma de ver o rock. Falamos dos Last Day Awake, banda formada em Lisboa mas composta por elementos de várias nacionalidades, entre eles uma vocalista e um baterista Britanicos, que partilham tarefas na banda ao lado de outros dois membros de origem portuguêsa. A entrevista foi realizada á vocalista da banda (Jennifer) e ao guitarrista (Gonçalo).
Podem conferir a entrevista em baixo:


Para começar penso que nem toda a gente está familiarizada ainda, com aquilo que são e representam os Last Day Awake.Podem-nos contar quem é e como surgiu a banda?
(Gonçalo): Os Last Day Awake são um projecto de membros de outras bandas, mas actualmente da sua formação original só resto eu e a Jennifer.Mas no inicio surgiu de um projecto levado a cabo por mim e plo Jonny (ex-baterista de Drowning Face e Pulp The Vein) A ideia era formar um projecto onde não houvessem regras á partida para o som a realizar e foi isso que tentámos fazer.

A banda foi formada á quanto tempo? E como tem sido o seu desenvolvimento desde o inicio até á data corrente...?
(Jennifer): A banda surgiu em Julho de 2005 mas só começou a exercer funções a sério em finais de 2005 .
(Gonçalo): Na pratica começamos a fazer musicas realmente em 2004 mas nessa altura a banda ainda estava numa fase muito embrionária sendo que levou um ano até termos realmente vontade de pegar neste projecto mais a sério e compor músicas mais competentes.

Sendo vocês uma banda relativamente recente como vêm o actual panorama da musica dita independente em Portugal, e como tem sido a aceitação da vossa banda por parte do publico e dos restantes meios de comunicação?
(Gonçalo): Portugal é um país onde arte e cultura ficam á porta logo é impossivel existir algum tipo de cena musical com valor ou interesse.Basicamente existem bandas a puxar cada uma para seu lado e a lutar por um fim igual que é dar ums concertos e gravar um album e serem reconhecidos plo seu trabalho.Basicamente está tudo bem até aí, o problema é que não se trata apenas de expor uma banda ao mundo mas sim de pensars para ti próprio o porquê de o querers fazer.Não se trata de valor mas sim de uma necessidade de expressão pessoal e social que todos queremos transmitir ao mundo como que um manifesto á vida, e quando tems as armas para o fazers deves ir em frente, quando não as tems necessitas de quebrar muros e barreiras.
(Jennifer): Penso que até agora a aceitação do publico tem sido optima tanto nos concertos como fora deles, temos recebido excelentes criticas o que só nos dá força para continuar com isto por muito mais tempo.Mas mesmo que não gostem do que fazemos acaba por nos ser irrelevante, iriamos o fazer na mesma! A música que abordamos não é feita para o publico mas sim para nós.
Se gostarem óptimo, se não gostarem não oiçam.Não precisamos de viver á custa de vendas logo não temos de agradar a ninguem.

Os Last Day Awake de certa forma enquadram um bocado a vertente mais alternativa e "outsider" da música dita moderna europeia, quero com isto dizer que possuem uma vertente musical muito abrangente que torna dificil vos incluir num espaço ou dita "cena".Quais são as vossas inspirações na criação das vossas músicas e na concepção do vosso som?
(Jennifer): Não pensamos nisso.Basicamente tentamos fazer musicas o mais variado possivel para fugir a uma certa estagnação que acaba por assassinar muita da musica actual.Se o conseguimos ou não cabe ao ouvinte julgar.Pessoalmente acho que atingi aquilo que pretendia na banda.O facto de fugirmos a certos rótulos ou cenas musicais ou mesmo ao encaixarmos em várias ao mesmo tempo dá nos a chance de poder chegar a publicos mais vastos e tocar com bandas diversas, e penso que isso é optimo a todos os niveis.
(Gonçalo): Quando crias uma banda tems várias hipoteses.Podes seguir o caminho A, o caminho B, o C e por aí fora.Nós tentamos seguir logo tudo de uma vez.
Os assuntos abordados na banda são basicamente visionários e surgem como reflecção perante aquilo que nos rodeia dia após dia, noite após noite.A nossa própria vida é sem duvida a nossa maior influencia, o som acaba por funcionar apenas como um pano de fundo, um adorno para dar significado intemporal a tudo isso.

Podemos considerar que os Last Day Awake são das poucas bandas europeias surgidas em 2005, a praticar uma sonoridade post-hardcore/punk, contando com uma vocalista a ocupar o cargo de porta voz dos temas da banda.Como têem sido as reações á essa vossa abordagem musical?
(Jennifer): Bom isto para mim não é novidade pois eu ja havia tomado o cargo de vocalista em outras bandas como por exemplo: "Changin The Names" e "Wasteland" embora nenhuma dessas duas bandas tenha tido uma carreira coerente, tendo sido vitimas de uma vida curta.Em relação á questão penso que por vezes ainda há quem nos dê mais atenção por saber que temos não um mas uma vocalista, mas não é nada que nos faça pensar, quem quiser ouvir que oiça, quem não estiver interessado pode sempre ouvir outra coisa, Não nos incomoda minimamente. Todos são livres de escolher e optar.
(Gonçalo): A realidade é que muitas mulheres conseguem elevar a voz a toms que nenhum homem até hoje consegiu, e penso que quando surgem comentários ignorantes contra o lugar da mesma, quer seja no chamado movimento rock ou na musica dita mais ligeira, será sempre um comentário totalmente descabido feito por gente sem visão ou cultura e como tal nem merece ser levado em conta.Penso que o facto de termos uma vocalista nesta banda nos permite transpor talvez um maior numero de emoções em cada nota que compõe uma musica, pois a Lara possui um treino vocal que lhe permite abordar um tom agudo intercalado com um tom completamente grave, algo que requer uma grande destreza vocal e tempo para ser atingido.
Em relação ás criticas; nem reparo muito no que dizem porque basicamente tudo aquilo que faço neste banda faço-o por mim e não para criticos.Toda a gente é livre de expor a sua opinião mas nem todos abraçam a liberdade de absover o conteudo de uma música, e é precisamente aí que muita coisa falha e perde o sentido, não na música mas sim no ouvinte.

Vocês plo que sei são das bandas ditas recentes que mais tem tocado ao vivo nestes ultimos mêses.Como foi essa vontade de partir logo para os palcos e como está a ser a reação aos mesmos concertos?
(Gonçalo): O facto de esta banda ser composta por membros de outras bandas acaba por nos dar um certo background que nos permite partir para um palco assim que acharmos que estamos preparados e havendo já prática anterior, tudo isso surge muito mais rapidamente.Pretendemos tocar até onde for possivel chegar.Posso te dizer que temos tocado com as bandas mais divergentes desde bandas de SKA até bandas de Black Metal.Para nós é indiferente pois estamos naquele palco por nós e para nós, não por mais nenhuma banda ou público.

Agora falando de lançamentos.Para quando um lançamento discográfico vosso?
(Jennifer): Não temos nada editado a não ser um promo-cd apenas com 3temas que usámos apenas para fims de distribuição e promoção perante algumas editoras e distribuidoras.Não foi gravado para apresentação ao publico sendo que isso será feito no próximo ano.Estamos a planear lançar o nosso primeiro album com cerca de 8 músicas, já no próximo ano.
(Gonçalo): Será lançado algures em 2006, não posso adiantar datas mais precisas pois ainda é cedo mas é garantido que iria sair no próximo ano, até porque neste momento temos bastantes músicas compostas, só não sabemos ao certo quais utilizar tanto ao vivo como no album, mas isso logo se verá.

Para finalizar; querem deixar alguma mensagem?
(Jennifer): Penso que seria interessante se cada um de nós primeiro tentasse entender a sua própria natureza, e o seu papel no meio que o rodeia, é a melhor forme de manter uma mente consciente e um espirito aberto, todas as revoluções começam em nós próprios...É tudo uma questão de conhecimento e mentalização. Seria optimo se as pessoas tivessem mais noção disso. Seria essencial acredito.
(Gonçalo): A música e a arte funcionam como uma forma de liberdade de expressão pessoal e social, e nós enquanto banda não pretendemos fazer propaganda nem salvar o mundo, apenas queremos partilhar a nossa visão do meio nos envolve enquanto seres conscientes que tentamos ser, e reflectir na nossa música tudo aquilo que se reflecte em nós próprios dia após dia. Sendo que todos nós somos de uma maneira ou de outra influenciados pelo que nos rodeia, pelo que nos toca, pelo que nos modifica e altera, e neste banda todo esse meio serve de inspiração para uma postura libertário-social, mas com uma vertante muito opiniativa e visionária, acima de tudo tentamos dar significado ao que fazemos através daquilo que acreditamos ser possivel construir em nosso redor, um mundo cada vez menos lucrativo e cada vez mais humano, no real sentido da palavra e não no sentido mais opressor que ao longo dos séculos se tornou um sinónimo inconsciente do próprio termo humano. O importante é estarmos inforamos e desconfortados, aí certamente não iremos percorrer mais o caminho da eterna conformação em cadeia, um dia terá que acabar ou iremos acabar nós, suposta especie racional que se condiciona na sua própria evolução.

Last Day Awake são:
-Jennifer Lane: Voz
-Gonçalo Lopes: Guitarra
-Nelson Machado: Baixo
-Liam Peterson: Bateria

Site: www.myspace.com/lastdayawake
Email: lastdayawake@iol.pt











Saturday, September 10, 2005

Entrevista c/ Hordes Of The Dying Moon


Os Hordes Of The Dying Moon são uma das mais recentes bandas a entrar para o catalogo da Distro-Manifesto, são um dos novos talentos do Black Metal underground nacional e estivemos a conversa com a banda com o objectivo de publicar uma entrevista para o nosso blog: manifesto-musical.Podem conferir a entrevista já de seguida:

Antes de mais nada e para começar, podem-nos dizer quem são os Hordes Of The Dying Moon e como surgiram?
A banda surgiu á cerca de 3anos (se a memória não nos falha) e basicamente surgiu dos destroços de outras bandas que nunca foram sequer apresentadas ao publico, eram basicamente projectos nossos de garagem, e passado um tempo resolvemos juntar esforços em comum e fazer uma banda mais a sério.Dessa junção surgem os Hordes Of The Dying Moon.

A banda ja tem algums anos de existencia assim sendo, contem-nos como tem sido o traçado da banda até agora...
O nosso caminho tem sido lento!
A banda iniciou funções a ja algums anos mas só este ano é que tivemos a força necessária para a impulsionar.Gravámos uma maquete com 5temas que entretanto começou a ser vendida nos nossos concertos, sendo que desde que começamos a tocar ao vivo as coisas melhoraram bastante, o publico foi bastante optimista e devo confessar que de inicio estava um pouco pessimista pois não é nada facil hoje em dia com o aglumerado de bandas nacionais que tem surgido, conseguir fazer uma banda se notar entre as outras, ou és realmente muito bom ou és realmente muito otário.De uma forma ou de outra alguem irá reparar em ti, só resta escolhers qual das opções quers seguir: se o efeciente ou o otário.No nosso caso preferimos seguir a primeira já que existem enumeras bandas nacionais a escolher a segunda hipotese.

Nisso têm razão; actualmente o mercado musical alternativo nacinal começa a ficar muito saturado com tantos projectos e bandas a surgirem da noite para o dia...Em que quadrante podemos de certa forma encontra a vossa banda, ou seja vocês assumem que identidade musical por assim dizer?
Todos nos cresçemos a ouvir clássicos como Celtic Frost, Slayer, Venom, Bathory e os grandes Iron Maiden claro.Penso que tudo isso nos influenciou bastante e acabou por se reflectir no som que tocamos hoje em dia que na nossa óptica é uma junção de Black Metal mais clássico com toques de Death Metal mais actual influenciado por bandas como Nile,Necrophagia entre outras.
Penso que podemos afirmar que nos encaixamos na prefeição na vertente metal mais extremo, no entanto temos tocado ao vivo com bandas de várias vertentes sonoras, algumas até bem diferentes da nossa.

Actualmente parece haver uma maior procura das editoras, promotoras, distribuidoras por parte das bandas, quase como uma necessidade de "auto-afirmação" que não se via á algums anos atrás.No vosso caso essa busca ou procura tem sido sempre bem recebida ou ja tiveram algums dissabores?
É facil entender essa procura pois actualmente tems muito mais organizadoras e editoras a apostar em determinado estilo musical,coisa que não acontecia á algums anos atrás.Penso que hoje as portas estão entre abertas (mas ainda não estão abertas) podes entrar mas com cuidado.
Anos atras as portas estavam completamente fechadas e era preciso la ir bater e por vezes mesmo as derrobar,penso que muitas bandas hoje em dia tambem são sobrevalorizadas ou seja, recebem crédito em demasia quando não o merecem.Mas isso dava agora aqui pano para mangas e podiamos ficar aqui horas a discutir o assunto.

Na vossa opinião ha bandas que não merecem o apoio que recebem? Ja viram algum caso flagrante?
Epá existe muito lixo musical por aí, bandas que nem tocar sabem o que realmente me assusta pois não compreendo como é que esses putos perdem tempo com isso, em vez direm aprender a tocar e depois fazerem a porra da banda, parecem querer se afirmar como pseudo rebeldes atráves de uma banda, e depois no dia a dia são daqueles rebeldes que ainda vivem á custa dos pais mas já querem mudar o mundo porque não conseguiram levantar a crista de manhã e isso causa lhes uma imensa revolta, dizem-te que o look não é nada mas aliemtão movimentos baseados em looks, afinal seguem as mesmas tendencias e prendem se nas mesmas leis que se dizem contra, essas sao as bandas que nao suporto, essa merda toda de punks patéticos e merdas do genero.Despreso isso!

Percebo onde quers chegar ou seja: Na vossa opinião o punk é um estilo que tecnicamente é mau e que como se diz basear numa dita atitude, usam isso como desculpa para não serem musicalmente inteligentes ou aceitáveis...
Eu pessoalmente penso isso sem tirar nem por, jamais iria apoiar uma banda dessas mas é a minha opinião.Embora actulamente tenhas bandas mais arrujadas que ja merecem respeito nomeadamente este vaga actual de emocore e metalcore e screamo post hardcore ja me agrada mais pois no geral é mais técnica e ja é feita por putos que realmente sabem como sacar um bom riff duma guitarra ou um solo menos básico, e isso ja me anima e respeito.Penso que existe tanto estilo diferente a nivel musical que para nós é dificil comer tudo sem calar, realmente ha muita musica de qualidade mas tambem há muita merda como punk rocks e parvoices dessas.

A Distro-Manifesto tem organizado algums shows ultimamente dos quais vocês têm feito parte ao lado de outras bandas de estilos divergentes ao vosso.
Numa apreciação rápida, como têm corrido esses ditos shows?
Até agora têm corrido da melhor maneira possivel, temoc tocado com bandas excelentes nomeadamente Sins of Quetzal. Last Day Awake , Forbidden Forecast entre outras.
Tem sido um bom ambiente e sendo essas 3bandas bastante diferentes da nossa acabamos por ter 1ponto em comum que é gostarmos de musica poderosa.Factor que acaba por nos unir e que todos nós respeitamos seriamente.A reação do publico aos concertos tambem tem sido extramente positiva temos recebido um feedback bem positivo o que nos dá ainda mais forças para continuar com isto em frente.

Mencionaste aí os "Last Day Awake" soube que no primeiro concerto de apresentação da banda teria havido digamos uma certa divergencia entre vocês, que mais tarde foi desmentida dizendo se tratar apenas de uma partida de primeiro concerto.Querem contar esse episódio...
Sim basicamente o que se passou foi que os Last Day Awake iniciaram-se em palco no mesmo concerto que nos iamos tocar, e decidimos lhes fazer uma partida da praxe, basicamente já o fizemos anteriormente que é: quando terminamos o nosso set dizemos algo como: preparem-se para a porcaria que vem aí a seguir.Mas houve gente no publico que levou isto muito a sério, embora os Last Day Awake n tenham sequer se incomodado com a situação até que depois do concerto falamos com eles e explicamos o quse havia passado, inclusive somos apreciadores do som deles, têm uma vocalista que berra com mais garra co nosso vocalista, portanto merecem todo o nosso respeito.
Fora isso não houve mais nada, mas sabes que hoje em dia se faz um grande enredo á volta das coisas mais simples.

É verdade. Infelizmente a cena musical nacional está cada vez mais próxima do circo, o que vale é que já todos sabemos quem são os palhaços...
Como vêm as reações do publico nacional perante os concertos.
Nao é muito positica mas tambem podia ser bem pior.Ha anos atrás via mais gente nos concertos que ia nao como musico mas como espectador, e noto que hoje ha muita ignorancia por parte do dito publico, muitos não percebem nada de musica e pensam co mundo musical é uma coisa básica, principalmente os putos novos mas esses querem mais é porrada e tão a cagar se tocas bem ou mal, a malta mais velha é que por vezes pensa que manda nas bandas mas é uma questão de os mandar foder na altura. nós temos o nosso publico base e ficamos felizes por isso.
O resto se nao gostar de nós que se foda.

Para finalizar, alguma mensagem que queiram deixar?
Queriamos antes de mais nada agradecer á distro-manifesto plo apoio e força de vontade não so em ajudar esta banda como o resto das bandas do catalogo que tivemos chance de ver ao vivo e sao realmente merecedoras.Tambem queriamos agradecer ao pessoal que nos tem apoiado em cada concerto e tambem ás excelentes bandas com quem temos ido chance de tocar ao vivo.
Por ultimo quero mandar todos aqueles que têm problemas em lidar com a hostilidade que por vezes comunicados nos nossos shows: Vão po caralho tansos de merda!
Obrigado e é tudo.

Email: hordesotdm@netcabo.pt
Site: (em construção)

Monday, August 08, 2005

Manifest Euro-Tour 2!!

A Distro-Manifesto orgulha-se de apresentar mais um evento a nivel Europeu! Desta feita é mais uma realização do festival "Manifest Euro-Tour" que devido ao sucesso da primeira data foi decidido plas agencias organizadoras e promotoras do evento a realização de uma segunda série a que se deu o nome de: "Manifest Euro Tour 2."
Este festivel conta com novas datas e novas bandas. O festival irá decorrer desta vez no Reino Unido, Alemanha e Holanda durante os mêses de Outubro, Novembro e Dezembro (sendo que o mês de Outubro irá apenas corresponder as datas para as bandas estrangeiras) assim sendo e como foi feito no Manifesto Euro Tour, a nossa Distro vai selecionar uma banda nacional para fazer parte deste evento e para que tal seja possivel só têm de nos enviar todas as informações das vossas bandas nomeadamente; soms, fotos, biografia etc.. para o nosso email: manifesto@portugalmail.com
A unica regra base é que não são aceites bandas com reportório em Português (regras da organização) de resto tudo é valido portanto força nisso e boa sorte